A poucos quilômetros da costa de Ubatuba, a Ilha Anchieta reúne em um único passeio tudo aquilo que faz a cidade ser tão especial: mar transparente, Mata Atlântica preservada, trilhas sombreadas e uma história que passa por indígenas, colônia correcional, presídio de segurança máxima e, hoje, parque estadual voltado para conservação e turismo de natureza.
Para quem se hospeda no Pouso Abaré, esse “combo” de natureza e memória fica ainda mais fácil: nós organizamos o passeio para você com parceiros de confiança. Você só precisa se preocupar em passar protetor solar, pegar o chapéu e aproveitar o dia.
Neste texto, vamos contar um pouco da história da ilha, destacar as principais praias, trazer curiosidades e explicar como funciona o passeio saindo de Ubatuba.

Onde fica a Ilha Anchieta e por que ela é tão especial?
A Ilha Anchieta fica no litoral sul de Ubatuba, a cerca de 8 km do continente. É a segunda maior ilha do estado de São Paulo e uma das áreas de preservação mais importantes do Litoral Norte, com cerca de 828 hectares de Mata Atlântica e costões rochosos.
Entre 1908 e 1955, a ilha abrigou um presídio estadual, que marcou profundamente sua história. Em 1977, a área foi transformada em Parque Estadual da Ilha Anchieta, reforçando a vocação de conservação e pesquisa científica.
Hoje, quem visita encontra:
- Praias de águas cristalinas, ideais para banho e snorkeling;
- Trilhas bem sinalizadas em meio à Mata Atlântica;
- Ruínas históricas do antigo presídio, abertas à visitação monitorada;
- Pontos de mergulho considerados dos melhores do Brasil, com rica vida marinha.
Os passeios costumam sair de pontos como Saco da Ribeira, Itaguá e Perequê-Mirim, em escunas ou lanchas rápidas, com tempo de travessia que varia de cerca de 10 a 60 minutos, dependendo da embarcação e do ponto de partida.
As praias da Ilha Anchieta: sete cartões-postais em uma só ilha
A Ilha Anchieta possui sete praias, algumas destinadas a pesquisas e manejo ambiental e outras abertas à visitação e banho. Entre as que recebem turistas com mais frequência, algumas se destacam:
Praia do Presídio
É a principal porta de entrada do Parque Estadual. Nela ficam o píer de desembarque, a sede administrativa e o início de boa parte das trilhas. A areia é clara, o mar costuma ser calmo e, de um lado, fica a área com quiosques autorizados e estrutura básica para visitantes.
Bem ali perto já é possível ver as ruínas do antigo presídio, que serão tema de uma seção mais adiante. A visita costuma ser feita com acompanhamento de monitores ambientais, o que deixa tudo mais interessante e seguro.
Praia das Palmas
Antiga “Praia Grande da Ilha Anchieta”, é a maior praia da ilha, com cerca de 1 km de extensão. Ela se abre em uma grande enseada de águas verdes e transparentes, cercada pela floresta. É perfeita para quem quer caminhar na areia, tirar muitas fotos e aproveitar um banho de mar mais prolongado.
Muitos roteiros incluem uma trilha curta desde a Praia do Presídio até Palmas, ideal para sentir o clima da Mata Atlântica antes de se jogar no mar novamente.
Praia do Sul
Menor e mais intimista, a Praia do Sul tem o visual que muita gente imagina quando pensa em “ilhazinha paradisíaca”: faixa de areia dourada, mar em tons de azul e verde, barcos ancorados ao largo e uma moldura de mata fechada. É considerada um dos melhores pontos da ilha para snorkeling, com boa visibilidade e bastante vida marinha.
Praia do Leste
Assim como a Praia do Sul, a Praia do Leste tem acesso basicamente por barco, o que ajuda a manter o ambiente bem preservado. As águas costumam ser claras, com aquele visual digno de cartão-postal, e a sensação é de refúgio total, mesmo estando relativamente perto do continente.
Praia do Engenho
Em alguns roteiros, a Praia do Engenho aparece como extensão das trilhas ou parada de barco. Ela guarda uma piscina natural formada entre pedras, ótima para ver peixes de perto com máscara e snorkel. É um ponto muito valorizado nos passeios de lancha e em roteiros de mergulho.
Um passado que ainda ecoa: a história do antigo presídio
Muito antes de se tornar presídio, a ilha era habitada pelos povos indígenas tamoios, ramo dos tupinambás, liderados por caciques como Cunhambebe na época do contato com os colonizadores europeus, por volta de 1550.
Com o tempo, a área foi sendo ocupada e usada como colônia correcional, depois como presídio político e, mais tarde, como presídio de segurança máxima, recebendo inclusive criminosos considerados de alta periculosidade.
Em 20 de junho de 1952, aconteceu ali uma das rebeliões mais sangrentas da história do sistema prisional brasileiro, conhecida como a “fuga da Alcatraz brasileira”. O episódio terminou com dezenas de mortos entre presos e funcionários e marcou o início do fim do presídio. Poucos anos depois, em 1955, a unidade foi desativada.
Hoje, as ruínas do complexo prisional podem ser visitadas com monitores ambientais. Caminhar por aqueles corredores, ver as celas, o pátio e as torres de vigilância em meio à natureza que foi retomando o espaço é uma experiência que mistura reflexão, história e beleza.
Nos últimos anos, o governo estadual passou a investir em obras de restauração nas ruínas, com o objetivo de conservar as estruturas e transformar a área também em um espaço cultural, com usos educativos e turísticos.
Curiosidades sobre a Ilha Anchieta
Alguns fatos interessantes para deixar sua visita ainda mais rica:
- “Alcatraz brasileira” – O presídio da ilha ganhou esse apelido justamente pela rebelião de 1952 e pelo isolamento em relação ao continente.
- Cenário de cinema – A rebelião inspirou o filme “Mãos Sangrentas”, produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz em 1954.
- Sete praias em uma ilha só – Nem todas estão abertas ao público; algumas áreas são usadas para pesquisa científica e proteção de fauna e flora.
- Paraíso dos mergulhadores – A região da ilha é apontada como um dos melhores pontos de mergulho do litoral paulista, com peixes coloridos, tartarugas e formações rochosas interessantes.
- Cuidado com as trilhas – A ilha abriga uma população significativa de jararacas; por isso, é recomendado caminhar sempre nas trilhas oficiais, com calçado fechado e orientação dos monitores.
Como é o passeio para a Ilha Anchieta saindo do Pouso Abaré
Hospedando-se no Pouso Abaré, você não precisa se preocupar com detalhes como empresa náutica, horários ou tipo de embarcação: nós ajudamos a organizar tudo com parceiros que já conhecemos e confiamos.
Funciona mais ou menos assim:
- Planejamento na recepção
Na chegada, ou na véspera do passeio, nossa equipe apresenta as opções de escuna ou lancha, explica a duração, o roteiro (quais praias o passeio costuma incluir) e ajuda você a escolher o melhor dia conforme a previsão do tempo. - Saída de Ubatuba
Os passeios saem de píeres oficiais, como o Saco da Ribeira ou a região central de Ubatuba. O transfer até o ponto de embarque pode ser organizado conforme a necessidade – é só alinhar tudo com a nossa equipe. - Travessia
A viagem de barco já é um presente à parte: vista da Serra do Mar se aproximando, água mudando de tom e, com sorte, até golfinhos pelo caminho. O tempo da travessia varia de acordo com o ponto de saída e o tipo de embarcação. - Dia livre na ilha
Na Ilha Anchieta, o roteiro normalmente inclui:- Tempo livre para banho em praias como Presídio, Palmas e Sul;
- Trilhas leves com monitoria;
- Visita às ruínas do antigo presídio;
- Paradas para fotos e descanso à sombra.
- Retorno ao Pouso Abaré
Depois de um dia intenso de sol, mar e história, você volta para o aconchego do quarto, toma um banho tranquilo e pode seguir a programação em Itaguá – seja um jantar especial, uma caminhada na orla ou um sorvete para fechar o dia.
Dicas práticas para aproveitar melhor o passeio
Para curtir a Ilha Anchieta com conforto e segurança, vale anotar:
- Leve calçado fechado ou tênis para as trilhas e visitas às ruínas;
- Protetor solar, chapéu e óculos de sol são indispensáveis;
- Repelente ajuda bastante, especialmente nos trechos de mata;
- Máscara e snorkel tornam a experiência nas piscinas naturais e áreas de costão muito mais divertida;
- Respeite as orientações dos monitores e da equipe do parque – é uma área de preservação, e a ideia é que ela continue linda por muitos anos;
- Evite levar plástico descartável e recolha todo o seu lixo.
A melhor época para o passeio costuma ser nos meses de tempo mais estável, com mar calmo e boa visibilidade – nossa equipe acompanha a previsão e ajuda a escolher o dia ideal durante sua hospedagem.
No fim das contas, visitar a Ilha Anchieta é como fazer duas viagens em uma só: uma viagem para um cenário de praias paradisíacas e outra para um capítulo importante da história do litoral paulista. E voltar para descansar no Pouso Abaré depois de um dia desses fecha o roteiro com chave de ouro.








